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QUAL O TAMANHO DA SUA FÉ?

Às vezes, inadvertidamente, tratamos a nossa fé como um bem material que pode ser adquirido em algum momento ou, mesmo acumulado. É comum utilizarmos expressões como: eu tenho muita fé, ou eu preciso de mais fé, ou ainda, eu tenho pouca fé para isso. Quando tratamos a fé como algo que podemos obter em algum momento e que está em nosso domínio escolher a ocasião em que vamos adquirir mais “unidades” desse bem, temos a impressão de que ao acumular momentos de aquisição dessa “mercadoria” nos tornaremos possuidores de uma “maior fé”. Esse tipo de entendimento, além de ser nocivo para o desenvolvimento da verdadeira fé, pode originar indivíduos de fé inconsistente que oscilam entre momentos de alguma fé e momentos de profunda descrença, a quem poderíamos chamar de “crentes intermitentes”, ou seja, pessoas que em alguns momentos buscam a Deus e em outros se rendem ao mundo, mas que, nem mesmo eles, sabem explicar muito bem os momentos e os motivos em que esses comportamentos ocorrem. A...

AS OFERTAS DO MUNDO

A parábola do filho pródigo ( Lc. 15. 11-32 ), contada por Jesus, revela-nos diversos ensinamentos, mas quero me ater, neste texto, às revelações contidas no versículo 17 onde aquele filho percebe o quanto tinha perdido ao optar por abandonar o seu pai. A alegoria contada pelo Senhor diz que certo homem tinha dois filhos e que um deles, o mais moço, pediu ao pai a parte que lhe cabia na herança. O pai resolveu atender o pedido do filho e fez a divisão dos bens e entregou-lhe a parte que cabia. O filho, por sua vez, alguns dias depois, juntou tudo o que era seu e partiu para uma terra distante, onde gastou toda a sua herança com prazeres mundanos ( Lc. 15. 11-13 ) e sexuais ( Lc. 15.30 ). Ao sobrevir uma grande fome na região onde o rapaz se encontrava, ele começou a passar necessidade e buscou trabalho no campo ( Lc. 15. 14-15 ) onde, tamanhas foram as suas dificuldades, chegou até mesmo a desejar “fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. ” ( Lc. 1...

À SEMELHANÇA DE DEUS

Em tempos onde a função da família e até mesmo a própria definição dela é socialmente contestada, como os tempos atuais, onde as relações homossexuais, outrora motivo de vergonha e escândalo, tornou-se hoje quase uma moda, provocando até mesmo debates calorosos a respeito da organização dita familiar composta por “pais” do mesmo sexo, faz-se necessário analisarmos com atenção o que a Palavra de Deus pode nos esclarecer a respeito de relação familiar. Partindo do pressuposto de que aquele que reconhece a Deus como seu legítimo e suficiente Senhor e Salvador e que vê em Cristo Jesus o filho unigênito do Pai ( Jo. 3.16 ), que com Ele é um ( Jo. 10.30 ), deseja sinceramente, a despeito das possíveis quedas que venha a ter pelo caminho, ser imitador de Deus ( Ef. 5.1 ) e andar como Cristo andou ( 1Jo. 2.6 ), entendemos que compreender claramente o que o Senhor espera das relações familiares humanas é de fundamental importância para seu caminhar. No entanto a análise que faremos do text...

HONESTIDADE NÃO É O BASTANTE

Algumas pessoas pensam sinceramente que não necessitam de qualquer religião em suas vidas e, o que é pior, acreditam que não precisam de Cristo para serem salvas. As pessoas as quais me refiro, creem em algum tipo de vida após a morte e na existência de alguma recompensa no mundo porvir, no entanto, pensam que a garantia do recebimento de tais recompensas celestes reside no mérito de seus esforços. Supõem, tais pessoas, que a presença de virtudes morais e a ausência de desvios de caráter é o suficiente para agradar a Deus. Por muitas vezes já ouvi a frase: “não preciso de igreja para estar com Deus” ou ainda: “Não faço nada de errado, não preciso estar lendo a Bíblia para agradar ao Senhor”. A parábola dos talentos, contada por Jesus, nos esclarece a verdade sobre esse tipo de pensamento. Os talentos O Senhor conta que um homem que iria se ausentar do país chamou seus servos para lhes confiar seus bens e deu a um deles cinco talentos (moeda da época que poderia ser de prata ...

OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS - PARTE 3

Na Primeira Parte desse estudo começamos a descrever a Parábola dos Trabalhadores na Vinha, contada por Jesus e analisamos como era contado o tempo pelos judeus dos tempos do Novo Testamento Na Segunda Parte deste estudo iniciamos uma análise sobre o conteúdo literal e simbólico dessa parábola que encerra um profundo ensinamento do Senhor, e percebemos como ele ainda se aplica nos dias atuais. Encerrando nosso estudo, buscaremos entender como Deus exerce Sua justiça ao dar àqueles que O conheceram e O receberam nas últimas horas a mesma benção que entrega aos que logo O aceitaram. Percebamos que aqueles que recebem ao Senhor nas primeiras experiências de sua existência, embora possam passar por muitas lutas e aflições durante a vida, geralmente são tomados por uma força incansável ( Is. 40. 30-31) e uma certeza da vitória ( Rm.8.37 ) que os faz seguir em frente com perseverança, experiência e esperança ( Rm.5.3-4 ). Portanto, estão como que permanentemente protegidos, desde ce...

OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS - PARTE 2

Na Primeira Parte desse estudo começamos a descrever a Parábola dos Trabalhadores na Vinha, contada por Jesus, e analisamos como era contado o tempo pelos judeus dos tempos do Novo Testamento Nesta Segunda Parte deste estudo iniciaremos uma análise sobre o conteúdo literal e simbólico dessa parábola que encerra um profundo ensinamento do Senhor, e veremos como ele ainda se aplica nos dias atuais. Começaremos analisando a resposta do dono da casa aos trabalhadores queixosos: “Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário? Toma o que é teu e vai-te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti. Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom? ” ( Mt. 20. 13-15 ). A justiça do dono da casa De fato, o proprietário da vinha não estava fazendo nenhuma injustiça, pois estava pagando aquilo que tinha acertado com os trabalhadores. O salário que aquele homem havia combinado com os primeiros trabalhadores era...

OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS

Quando lemos pela primeira vez a parábola dos trabalhadores na vinha, contada por Jesus ( Mt. 20.1-16 ), é difícil não nos solidarizarmos com os primeiros trabalhadores que reclamaram de uma suposta injustiça do patrão ao pagar a eles o mesmo salário que receberam os últimos trabalhadores. Para compreendermos que não é justa, como pode nos parecer à primeira vista, a queixa daqueles trabalhadores contra o proprietário da vinha e os ensinamentos profundos dessa parábola de Jesus, proponho um estudo em três partes a serem publicadas sequencialmente nas próximas postagens do blog Preceitos de Fé. Para iniciarmos vejamos o que nos conta a parábola: O texto da parábola A parábola conta que o dono de casa saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Encontrando alguns dispostos, acertou com estes o valor de um denário (moeda romana da época) por dia, eles então foram ao trabalho. Ocorre que o dono da casa saiu outra vez, pela terceira hora, e, encontrando ou...

DEUS É O MESMO

É comum haver no meio cristão certa divergência de opiniões a respeito do quanto daquilo que está escrito no Antigo Testamento ainda é aplicável nos dias atuais. É evidente que certas leis cerimoniais, como sacrifícios de cordeiro, por exemplo, não são necessárias atualmente.  No caso do cordeiro isso se deve pelo fato de que o animal sacrificado no período da Lei, na verdade, representava o Cordeiro de Deus, Jesus, que estava por vir. No entanto, existem interpretações variadas sobre outros pontos das Sagradas Escrituras, como por exemplo: a possibilidade ou não de existir profetas nos dias atuais ( Mt. 11.13 ), a existência ou não da língua dos anjos ( 1Co. 13.1 ), (assunto que, aliás, já foi debatido em nosso blog), a obrigatoriedade do dízimo ( Ml.3.8 ), a guarda do sábado ( Ex. 20.10 ), e tantos outros assuntos que geram pontos de vista diferente dentro do meio cristão. Na Lei e na Graça A análise fica ainda mais complexa quando o assunto é a personalidade de Deus e Seu...

COMBATENDO O INIMIGO

Muitas vezes nos perguntamos como combatermos de forma eficiente as investidas do inimigo em nossa vida, pois bem sabemos que ele anda ao derredor rugindo como um leão buscando alguém a quem possa devorar ( 1Pe. 5.8 ). Sabemos também que, vez por outra, escorregamos nas suas armadilhas e falamos ou fazemos algo do qual nos arrependemos. Algumas recomendações bíblicas me vêm logo a mente quando o assunto é impedir a ação do inimigo em nossa vida, dentre elas posso citar o texto do apóstolo Tiago que diz que devemos resistir ao diabo e ele fugirá de nós ( Tg. 4.7 ). Há também a recomendação do próprio Mestre Jesus a seus discípulos quando diz: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação” ( Mt. 26.41 ). Certamente muitos outros textos bíblicos encontraremos no Novo Testamento e também no Antigo Testamento sobre o que devemos fazer para evitarmos a influência nociva do inimigo em nossas vidas, porém pode parecer, ao iniciante no caminhar com Cristo, que alguns desses textos careçam de...

A JUSTIÇA DE DEUS - PARTE 2

Na Primeira Parte deste Estudo falamos sobre os conceitos que normalmente temos sobre justiça de modo geral e sobre justiça divina. Abordamos também o fato de que a Justiça de Deus possui, na verdade, vários aspectos, alguns que nos sãos revelados nas Sagradas Escrituras e outros ainda ocultos para nós. Neste post buscaremos entender como a justiça do Senhor também tem relação com o cumprimento das promessas de Deus e como esse fato se torna um poderoso fundamento de nossa fé no Senhor. Como foi falado no texto anterior, a justiça de Deus possui diversos aspectos que estão revelados na Sua Palavra. Além dos já estudados, outro aspecto revelado que é de fundamental importância para nós, encontramos no relato do batismo de Jesus. O batismo de Jesus Quando Jesus foi ao rio Jordão para ser batizado por João Batista, este não queria fazê-lo pois dizia: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? ” ( Mt. 3.14 ), ao que Jesus respondeu: “Deixa por enquanto, porque, assim, n...

A JUSTIÇA DE DEUS

Muito já ouvimos falar sobre a justiça de Deus. Dentro e até mesmo fora do meio cristão é comum as pessoas, vez por outra, se referirem de alguma forma à justiça divina. Alguns afirmam que a causa das diversas calamidades que vemos no mundo é a referida justiça. Outros pensam que compreenderemos a justiça do Senhor no dia do Juízo. Há ainda os que afirmam que a justiça de Deus está em constante ação através das consequências de nossos atos. Embora deseje aqui fazer um estudo resumido sobre alguns aspectos da Justiça do Senhor, creio ser impossível fazê-lo em apenas uma postagem, por isso proponho um estudo em duas partes a serem publicadas em sequência nas postagens do blog Preceitos de Fé. Compreender Deus Para iniciarmos, quero dizer que não há como negar que cada uma das opiniões citadas tem certa dose de razão, porém bem sabemos que nossa visão limitada é incapaz de vislumbrar completamente a grandeza do Senhor. Um conto judaico que ouvi recentemente afirma que um deus que cab...

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