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O JOVEM RICO, ANANIAS E SAFIRA - PARTE 1

O evangelista Mateus (e também Marcos e Lucas) relata o seguinte episódio envolvendo um jovem rico e Jesus: “E eis que alguém, aproximando-se, lhe perguntou: Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos. E ele lhe perguntou: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Replicou-lhe o jovem: Tudo isso tenho observado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades.” (Mt. 19.16-22). Esse texto nos traz muitas revelações, mas quero me ater aqui na situação desse jovem. Por se tratar de um tema relativamente complexo propon...

CRISTO É A CABEÇA DA IGREJA - PARTE 2

Na PRIMEIRA PARTE deste estudo compreendemos que, embora tenham sido criados à imagem e semelhança de Deus, o primeiro casal não realizou o conceito de humanidade desejado por Deus. Neste post analisaremos como Jesus Cristo plenifica esse conceito e como podemos nós também o realizar. Uma vez que entendemos que Adão não realizou o conceito de humanidade criado por Deus, precisamos compreender como Jesus o realiza. O Modelo Veja, é evidente que não podemos imaginar que Cristo é o modelo de humanidade em virtude de sua beleza física. Ao contrário dos quadros pintados desde a Idade Média que buscaram retratar Jesus e ainda hoje O representam loiro, alto e de olhos azuis, é bem possível que suas feições tenham sido muito diferentes desse ideal aristocrata. Profetizando sobre a vinda do Messias, o profeta Isaías escreve: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse.” ...

CRISTO É A CABEÇA DA IGREJA - PARTE 1

Quando Deus criou o homem Ele se expressou dizendo: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn. 1.26). Porém o primeiro homem, em sua liberdade, não foi capaz de refletir permanentemente essa realidade e optou pela desobediência e afastamento do Senhor, fazendo que sua natureza, em princípio imagem de Deus, fosse deteriorada. Com a natureza já corrompida pelo pecado, Adão (e Eva) gerou filhos e filhas (Gn. 5.4) e passou a ser a cabeça de toda a sua descendência, de todos nós, por isso trazemos uma natureza comprometida pela degradação, motivo que esclarece as palavras de Davi ao dizer: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Sl. 51.5). Por se tratar de um tema relativamente complexo proponho um estudo em duas partes a serem publicadas nas postagens do blog Preceitos de Fé. Iniciemos então com uma análise minuciosa desse fato: Adão É importante lembrar que o ideal de Deus, o Seu modelo de humanidade não era a corrompida pelo pecado – o ...

FILHOS DE DEUS

Quando o evangelista João escreve, “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo. 1.12), ele está revelando uma diferença fundamental entre a Lei e a Graça. Essa diferença é a liberdade. A Lei Encontramos em diversos textos do Novo Testamento a indicação de que com Cristo nós fomos libertos dos rigores da Lei do Antigo Testamento. O apóstolo Paulo afirma peremptoriamente que “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou.” (Gl. 5.1). Porém, é o mesmo apóstolo quem afirma que essa liberdade não deve dar ocasião a nos acumularmos de pecados (Rm. 6.15). Precisamos compreender corretamente em que consiste tal liberdade. No Antigo Testamento, não obstante Deus já indicava que desejava ter uma relação de Pai e Filhos com Seu povo (2Sm. 7.14), os hebreus se encontravam, em virtude de sua dura cerviz (Mt. 19.8), na posição de servos do Senhor e com isso tinham uma relação com Deus em que Ele ordenava e Seu povo er...

AS NOVAS INDULGÊNCIAS - PARTE 2

Na PRIMEIRA PARTE deste estudo compreendemos o motivo principal do movimento de reforma da igreja iniciado por Lutero que resultou na Reforma Protestante. No post de hoje falaremos a respeito do cenário que vemos hoje em muitas igrejas evangélicas e sua relação com a indignação que causou em Lutero o desejo de reformas no século XVI. Na Igreja Católica do século XVI as indulgências, não obstante contrárias à pura pregação do Evangelho de Cristo, ainda se utilizavam de um desejo do povo de se sentir bem diante de Deus e ter seus pecados perdoados por Ele, ou seja, havia um pano de fundo, ainda que manchado pelas distorções, espiritual, religioso. O Comércio Porém o que vemos hoje em muitas igrejas ditas evangélicas no Brasil é o comércio puro e simples de bens materiais em nome de Deus. O motivo não é mais uma pretensa purificação, o arrependimento e o perdão dos pecados em troca da compra de cartas de indulgências, mas o recebimento de bens materiais (carro, casa, casamento, prospe...

AS NOVAS INDULGÊNCIAS - PARTE 1

Na postagem de hoje quero conversar especificamente com o público de fé protestante ou evangélica, embora todos possam refletir sobre os pontos de fé colocados aqui. Quando Martinho Lutero afixou suas 95 teses nas portas da igreja de Wittenberg em 3 de outubro de 1517, ato que veio a provocar posteriormente a Reforma Protestante, ele questionava teologicamente uma prática da Igreja Católica da época: a indulgência. Por se tratar de um tema relativamente complexo proponho um estudo em duas partes a serem publicadas nas postagens do blog Preceitos de Fé. Iniciemos então com uma análise minuciosa desse fato: As Indulgências Na crença católica do século XVI as indulgências estavam ligadas ao chamado sacramento da penitência que se referia ao arrependimento do pecado que, segundo se cria, gerava a culpa e o castigo. Acreditava-se que a Igreja tinha o poder de conceder o perdão dos pecados por meio da confissão a um sacerdote e da reparação ou expiação. Essa reparação deveria ser feita...

AQUELE QUE CRER - PARTE 2

Na primeira parte deste estudo analisamos as palavras de Jesus em Marcos, capítulo 16, versículo 16 a respeito da necessidade de crer e ser batizado para ser salvo, bem como entendemos que o batismo é um sacramento e não apenas um rito de apresentação pública do novo convertido. Neste post demonstraremos que não existe contradição entre as palavras de Cristo em Marcos 16.16 e o relato da crucificação de Jesus entre os malfeitores e nem mesmo uma desvalorização do sacramento do batismo.  O Malfeitor Retomando o relato da crucificação de Cristo entre os dois malfeitores temos: “Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jes...

AQUELE QUE CRER - PARTE 1

São conhecidas no meio cristão as palavras de Jesus que afirmam que “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” (Mc. 16.16). Porém nem sempre é conhecido o inteiro significado dessa afirmação. Por se tratar de um tema relativamente complexo proponho um estudo em duas partes a serem publicadas nas postagens do blog Preceitos de Fé. Iniciemos então com uma análise dessas palavras do Senhor: Os Elementos Ao analisarmos essas palavras de Cristo percebemos que ela em sua primeira parte apresenta dois elementos necessários para à salvação: crer e ser batizado. Porém na segunda parte apresenta um único elemento que produz a condenação: não crer. Essa construção leva a alguns menos avisados a considerar que o batismo, embora importante, não seja essencial para o processo de salvação considerando-o apenas como uma formalidade social de apresentação do novo convertido à igreja e à sociedade. Como argumento que, aparentemente, corrobora com esse raciocínio ess...

CRISTO É A VERDADE

Quando Jesus disse a seus discípulos “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo. 14.6) estava revelando uma verdade muito profunda. Verdade A palavra grega αλήθεια significa verdade e foi utilizada nesse texto do apóstolo João. É bom lembrar que o texto dos originais do Novo Testamento, até onde se sabe, foi escrito na língua grega comum (Koiné). No entanto o significado de verdade para os gregos antigos é um pouco mais abrangente do que o que hoje conhecemos por verdade. Αληθής(verdadeiro) no idioma grego antigo possui mais a conotação de algo que não foi esquecido ( λήθης ), não ocultado, manifesto, algo que não se perdeu, portanto possui o significado mais próximo do que hoje entendemos por realidade e não algo que é contrário a o que é falso como hoje entendemos o termo verdade, verdadeiro. O homem ao pecar no Éden, desobedecendo o mandamento do Senhor(Gn.3.6), teve temporariamente obliterada a sua semelhança com Deus (Gn. 1.27), no senti...

A REVELAÇÃO - PARTE 3

Na PRIMEIRA PARTE deste estudo entendemos o que significa revelação divina e percebemos que Deus não se revelou apenas ao povo hebreu. Na SEGUNDA PARTE do estudo abordamos o fato de a revelação de Deus ter ocorrido mesmo antes do surgimento do povo hebreu e também ter sido dada ao povo grego. Neste post abordaremos a revelação de Deus em outras religiões e povos. Em primeiro lugar convém lembrar que o judaísmo, assim como o cristianismo, são religiões que nasceram no oriente, são elas também religiões orientais. Se observarmos os escritos fundantes de religiões como o islamismo, hinduísmo e taoísmo, por exemplo, perceberemos pensamentos semelhantes ao que encontramos na Bíblia Sagrada. As Religiões Orientais No que diz respeito ao islamismo, o Alcorão, seu livro sagrado, cita Jesus diversas vezes, embora o reconheça apenas como um mensageiro assim como os profetas e o próprio Maomé, e chega a citar passagens bíblicas quase que literalmente. O Bhagavad Gita, obra reconhecida com...

A REVELAÇÃO - PARTE 2

Na PRIMEIRA PARTE deste estudo entendemos o que significa revelação divina e percebemos que Deus não se revelou apenas ao povo hebreu. Neste post abordaremos o fato da revelação de Deus antes do surgimento do povo hebreu e também ao povo grego. Em primeiro lugar é importante lembrar que o cristianismo é uma fé cujas raízes estão no judaísmo, não obstante não seja um prolongamento deste. Jesus era judeu, Paulo se declara fariseu antes da conversão (At. 23.6). Não há dificuldades em entender que o judaísmo e o cristianismo são religiões que possuem afinidades. A dificuldade surge quando olhamos para os demais troncos religiosos. O que pensar do hinduísmo, do taoismo, do islamismo, por exemplo? A dificuldade se avoluma quando lembramos da afirmação do próprio Jesus que diz: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo. 14.6). Ora, é fácil pensarmos que apenas os cristãos serão salvos. Mas, será que é isso mesmo que diz a Bíblia? A Revelação no Tempo...

A REVELAÇÃO - PARTE 1

Algumas pessoas quando ouvem falar em revelação de Deus relacionam essa expressão com os Escritos Sagrados – a Bíblia, no entanto é importante que se saiba que a revelação de Deus não compreende apenas os livros do Antigo e do Novo Testamento, na verdade não se limita nem a qualquer revelação escrita. Por se tratar de um tema relativamente complexo proponho um estudo em três partes a serem publicadas nas postagens do blog Preceitos de Fé. Iniciemos então com uma análise minuciosa desse fato: O Texto Sagrado Em primeiro lugar os textos das Sagradas Escrituras estão localizados no centro de uma grande tradição oral judaica e cristã. De fato, os relatos contidos no que hoje conhecemos por Antigo Testamento foram transmitidos oralmente de geração em geração antes de serem registrados pela escrita. O mesmo aconteceu com os livros do Novo Testamento, de forma que além do que foi registrado no Texto Sagrado muitos outros relatos das palavras e ações dos profetas e dos reis citados no Anti...

A VERDADEIRA RELIGIÃO

O apóstolo Tiago em sua epístola afirma que: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” (Tg. 1.27). Religião Essa afirmação pode parecer estranha para nós se imaginarmos o termo religião significando apenas a dimensão institucionalizada de determinada fé, como por exemplo a religião protestante ou a religião católica ou a judaica etc. Porém a palavra grega utilizada nesse texto é: Θρησκεία (thréskeia), que também significa serviço da divindade, culto da divindade, culto de Deus. Tal substantivo é derivado do verbo grego Θρησκεύω (thréskeuo) que significa observar normas religiosas, celebrar com culto, honrar com cerimônias religiosas. Dessa forma percebemos que o apóstolo não está se referindo ao aspecto institucionalizado da religião cristã, mas de seu aspecto prático. De fato, isso fica claro se tentarmos substituir no texto a palavra religião por alguma ...

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