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A IMPORTÂNCIA DO JUSTO - PARTE 1

Encontramos no capítulo 18 do livro de Gênesis um relato interessante sobre a postura de Abraão diante do Senhor quando Seus anjos iriam destruir Sodoma: “Então, partiram dali aqueles homens e foram para Sodoma; porém Abraão permaneceu ainda na presença do SENHOR. E, aproximando-se a ele, disse: Destruirás o justo com o ímpio? Se houver, porventura, cinquenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinquenta justos que nela se encontram? Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra? Então, disse o SENHOR: Se eu achar em Sodoma cinquenta justos dentro da cidade, pouparei a cidade toda por amor deles. Disse mais Abraão: Eis que me atrevo a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza. Na hipótese de faltarem cinco para cinquenta justos, destruirás por isso toda a cidade? Ele respondeu: Não a destruirei se eu achar ali quarenta e cinco. Disse-lhe ainda...

A PRÁTICA

Não obstante o estudo da Palavra de Deus, a meditação nos versículos bíblicos, a busca em conhecer os atributos de Deus e Seu plano de salvação para a humanidade devam estar sempre no foco do cristão, é importante lembrar que a sabedoria e o conhecimento sem aplicação se tornam inúteis. Todo conhecimento deve ter algum proveito prático para o bem estar do homem, assim pensava Aristóteles. É evidente que essa verdade também se aplica ao conhecimento das coisas espirituais. Não se ascende a candeia para se colocar debaixo de uma vasilha (Mt. 5.15), disse Jesus. A Prática Cristã Quando Deus se revela a nós, quando nos dá algum tipo de dom, quando nos capacita com alguma iluminação, Seu objetivo não é que tomemos posse egoisticamente daquela benção do Senhor e a escondamos do mundo como se fosse o nosso tesouro guardado a sete chaves. Devemos lembrar da parábola dos talentos (Mt. 25. 14-30). Desde o início da história da humanidade Deus nos fez seres sociáveis (Gn. 2.18), era intençã...

A ONISCIÊNCIA DE DEUS

No primeiro capítulo do livro de Jó encontramos um diálogo no mínimo intrigante entre Deus e Satanás que nos revela algo sobre a diferença entre o conhecimento de Deus e o do Inimigo, vejamos o texto: “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. Então, perguntou o SENHOR a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao SENHOR e disse: De rodear a terra e passear por ela. Perguntou ainda o SENHOR a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal. Então, respondeu Satanás ao SENHOR: Porventura, Jó debalde teme a Deus? Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e os seus bens se multiplicaram na terra. Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face. Disse o SENHOR a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em teu poder; somente c...

A NOVA CRIATURA

Encontramos na primeira carta de João a seguinte afirmação: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.” (1Jo. 3.2) e podemos nos perguntar o que de fato isso significa. Em primeiro lugar devemos descobrir a quem o evangelista chama de amados, sobre os quais afirma serem agora filhos de Deus. Esse questionamento é fácil de resolver pois o próprio evangelista esclarece quem pode ser chamado filho de Deus, quando escreve: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo. 1.12). Portanto os amados de João a quem ele chama de filhos de Deus são todos aqueles que recebem o Senhor Jesus como seu único e suficiente salvador e que creem em Seu nome. O Processo No entanto em seguida o evangelista faz uma profunda revelação, ele diz: “ainda não se manifestou o que haveremo...

NÃO HÁ PROFETA SEM HONRA

Encontramos no Evangelho de Mateus um relato de certa situação ocorrida com Jesus que provavelmente também ocorre ainda hoje com muitos daqueles que fazem a obra do Senhor e/ou pregam a Sua Palavra. Vejamos o texto: “Tendo Jesus proferido estas parábolas, retirou-se dali. E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos?  Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa. E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.” (Mt. 13. 53-58). A rejeição Qual cristão em sua história de conversão não ouviu em algum momento, ainda que indiretamente, frases como: “Antes era gente boa, agora que entrou na igreja só quer ser santo”?   ...

A SABEDORIA E O VERBO

Quem já se aprofundou um pouco no estudo das Escrituras Sagradas sabe que o Antigo Testamento é repleto de revelações acerca de Jesus Cristo. É dito que o Novo Testamento está oculto no Antigo e que o Antigo Testamento é revelado no Novo. A Revelação Uma das revelações a respeito de Jesus como Deus eterno, uma das pessoas da Trindade, encontramos no livro de Provérbios quando diz: “O SENHOR me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra. Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas. Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci. Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo. Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo; quando fixava ao mar o seu limite, p...

A LEI COMO GUIA

  Quando o apóstolo Paulo, escrevendo aos gálatas, diz: “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gl. 3.24) ele nos relata a dinâmica da revelação de Deus nas escrituras. Nesse texto a palavra aio significa guia, condutor e na língua em que esse texto foi escrito originalmente, a língua grega, a palavra utilizada é παιδαγωγός (paidagogós). Quem é da área de educação sabe que a palavra grega παιδαγωγός é a origem da nossa palavra pedagogo e por extensão da palavra pedagogia. O mundo greco-romano Na Grécia antiga o pedagogo ( παιδαγωγός ) era um escravo encarregado de conduzir (e depois levar de volta ao lar) os filhos de seus senhores a um preceptor que se encarregaria de ensinar os conhecimentos considerados fundamentais para a educação de um cidadão grego, grosso modo poderia se dizer que era o escravo encarregado de levar a criança a “escola” daquela época. Porém o pedagogo na Grécia antiga e ainda mai...

VALE TUDO POR UM CLIQUE?

  Para o observador atento que navega mesmo que aleatoriamente pelas chamadas redes sociais virtuais fica claro o show de horrores que se tornou esses ambientes. São vídeos, em sua maioria, e frases que rompem o limite do mal gosto e que em grande quantidade de casos possuem um viés pornográfico ou sensual. O uso incorreto da língua vernácula também é característica dessas produções. O minuto de fama A expressão “quinze minutos de fama” só não descreve com maior propriedade a realidade atual dessas redes porque normalmente essas produções não vão muito além de um minuto. Essa é inclusive outra característica cada vez mais marcante desses ambientes virtuais: o tempo limite cada vez menor disponível nessas redes, que agora se apresentam primordialmente em aplicativos para smartphones, para produções áudio visuais. As primeiras soluções tecnológicas de rede virtual que disponibilizavam recursos de vídeos permitiam gravações relativamente longas para que o usuário pudesse postar o ...

A PRESENÇA DO SENHOR

  Quando o Senhor disse a Moisés: “Vai, sobe daqui, tu e o povo que tiraste da terra do Egito, para a terra a respeito da qual jurei a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei.” (Ex. 33.1), uma única coisa pediu insistentemente Moisés: “Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar.” (Ex. 33.15). A face de Deus A palavra hebraica que é traduzida por “tua presença” na versão bíblica utilizada aqui (ARA) é פניך ) Panicha) que significa tua face, tu mesmo, você mesmo. Isso significa que Moisés não se referia a algum tipo de presença mística ou subjetiva do Senhor, algum tipo de sensação de Deus estar com ele e o povo, mas pedia a presença da próprio Deus no meio deles. Ele foi tão enfático nesse pedido que disse que preferia permanecer ali onde estava, no deserto, a ir à terra prometida desacompanhado do Senhor. Moisés sabia bem a importância de ter o próprio Deus conosco quando temos um objetivo a alcançar, quando precisamos cumprir uma ...

DEIXAR PAI E MÃE

  Quando a Palavra de Deus fala em Gênesis que o homem deixa pai e mãe e se une a sua mulher tornando-se os dois uma só carne (Gn. 2.24) não está apenas instituindo a célula base de toda a sociedade, a família, nos moldes que Ele deseja, mas está também falando da própria completude do ser humano enquanto imagem e semelhança do Senhor. Veja, quando o primeiro capítulo do livro de gênesis descreve a criação do homem diz assim: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gn. 1.27). À semelhança de Deus Quando tomamos esse texto em seu idioma original, o hebraico, percebemos que a primeira palavra homem da frase (Criou Deus, pois, o homem...) é escrito אדם   (Adam) que na verdade tem a conotação de humanidade, ser humano. Assim o texto ficaria: Criou Deus, pois, o ser humano à sua imagem...Já na segunda palavra homem da frase (...homem e mulher os criou) a palavra hebraica utilizada é זכר ) zhar) que aí sim tem a conotação d...

AS DUAS PARTES

  Quem ler com atenção os dez mandamentos que encontramos no livro de Êxodo, capítulo 20, perceberá sem muita dificuldade que eles são divididos em duas partes: a primeira que diz respeito a nossa relação com Deus e a segunda referente a nossa relação com o outro, com o próximo, nossa relação social. As divisões dos mandamentos A primeira se inicia no primeiro mandamento que diz: “Não terás outros deuses diante de mim.” (Ex. 20.3), e se encerra no quarto mandamento que diz: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Ex. 20.8 - 11) A segunda part...

ORIENTAÇÃO DE DEUS

Algumas vezes nos encontramos em determinadas situações onde a melhor escolha a se fazer é esperar a orientação de Deus para tomarmos alguma situação. É verdade que o Senhor nos dotou de sabedoria e discernimento para que, em condições normais, possamos nos sair bem nas situações da vida, no entanto convém lembrar que somos inteiramente dependentes do Altíssimo e que sem Ele nada podemos fazer (Jo. 15.5). Por mais que estudemos determinadas situações e que tentemos prever consequências nunca seremos capazes de abranger todas as variáveis envolvidas, portanto sempre é útil orarmos ao Senhor, como fez Salomão (1Rs. 3.9), pedindo sabedoria para nos portarmos nas diversas situações do cotidiano. A orientação Ainda mais necessário é aguardarmos a orientação de Deus quando precisamos agir, porém existem dúvidas quanto à como, quando ou onde atuar. E não importa quanto tempo demorará para tal orientação vir pois, se estivermos atentos à voz do Senhor, devemos aguardar. No livro de Gênes...

O TEMPO DE DEUS

Quem é cristão certamente já ouviu a afirmação de que tudo acontece no tempo de Deus, porém devemos nos perguntar: o que de fato isso significa? Qual afinal é o tempo de Deus? A atemporalidade de Deus Quando observamos o relato da criação no primeiro capítulo do livro de Gênesis percebemos que o sol e a lua são criados apenas no quarto dia da criação, portanto, é evidente que os dias dessa criação não podem ser dias de 24 horas como os que temos na terra. Aliás basta sairmos da terra que percebemos que o dia de 24 não acontece nem mesmo em todos os lugares da nossa galáxia, Vênus, por exemplo, tem a duração de dias e anos bem diferente dos da terra em virtude de serem seus movimentos de rotação e translação diversos dos do nosso planeta. É evidente também que Aquele que criou o tempo não poderia ficar limitado a sua própria criação, é fácil entender então que o tempo de Deus não é idêntico ao nosso. Porém ainda permanece a pergunta: Qual é o tempo de Deus? Encontramos na carta ...

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