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OS NINIVITAS - PARTE 1

É bem conhecido, sobretudo no meio cristão, o relato bíblico contido no livro de Jonas, especialmente o episódio em que Jonas é engolido por um grande peixe permanecendo dentro do animal por três dias. Porém talvez menos conhecida seja a cidade que foi o motivo da desobediência de Jonas à ordem do Senhor que o levou a tal situação inusitada. Por se tratar de um tema relativamente complexo proponho um estudo em duas partes a serem publicadas nas postagens do blog Preceitos de Fé. Iniciemos então com uma análise da Palavra do Senhor: O relato do livro de Jonas conta que: “Veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.” (Jn. 1. 1-3). A Cidade d...

O ENGANO

É bem conhecido no meio cristão o fato de que Jacó é personagem fundamental na história do povo de Deus. Foi a partir de seus filhos que se formaram as 12 tribos de Israel e na descendência de um deles (Judá) é que nasceu Jesus. Os Erros de Jacó Quem conhece um pouco da história dos filhos de Isaque sabe que o Senhor já havia revelado a eleição de Jacó quando ele ainda estava no ventre de sua mãe: “Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão: um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço.” (Gn. 25.23). Porém se enganará quem pensar que por ser uma figura de tamanha envergadura na história do povo de Deus, Jacó era um homem perfeito, que não cometia erros e muito maior o engano será se se pensar que em virtude da eleição de Deus Jacó estaria livre de sofrer as consequências de seus erros. No relato bíblico do início da história de Jacó percebemos que ele cometeu ao menos dois grandes erros: 1°- Se aproveitando da exaustão físic...

O BEM, O MAL E A VIDA

Quando Satanás tentou a Eva, aproveitou-se de sua inocência para fazê-la duvidar das intenções de Deus. Negando a afirmação divina, o Inimigo disse: “[...] é certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (Gn. 3. 4-5). A Estratégia do Mal Adão e Eva, viviam no paraíso sob os cuidados diretos do Senhor e em comunhão com Ele. Eles viviam o supremo bem, porém não conheciam a dicotomia bem-mal, pois não conheciam o mal nem consideravam a possibilidade de sua existência, e o bem eles o conheciam como o natural pois viviam nele.   Quando Satanás sugere a Eva que ao comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal ela se tornaria como Deus ele enfatiza a aquisição de um bem (o fruto) e o acesso a um suposto direito que lhe fora negado (o direito de obter prazer com algo que era bom para se comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento – v. 6), porém silenc...

PERDOAR - PARTE 3

Na PRIMEIRA PARTE deste estudo verificamos que a parábola do credor incompassivo contada por Jesus revela diversas verdades a respeito da nossa relação com Deus e que tais verdades são reveladas em partes que chamamos de Chaves de Compreensão. Na SEGUNDA PARTE do nosso estudo abordei as duas últimas chaves e passai a esclarecer a relação que existe entre cada uma delas e a nossa vida diante de Deus. Nesta última postagem do nosso estudo esclarecerei as duas últimas chaves e como elas e a conclusão da parábola deve nos servir de reflexão. O Comportamento Na CHAVE 4 vemos seus companheiros relatando o ocorrido ao rei. Quando os anjos de Deus iriam destruir Sodoma e Gomorra, o Senhor falou a Abraão: “[...] Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê-lo-ei.” (Gn. 18. 20-21). Deus sempre está ciente de nossos atos,...

PERDOAR - PARTE 2

Na PRIMEIRA PARTE deste estudo verificamos que a parábola do credor incompassivo contada por Jesus revela diversas verdades a respeito da nossa relação com Deus e que tais verdades são reveladas em partes que chamamos de Chaves de Compreensão. Neste post abordarei as duas últimas chaves e passarei a esclarecer a relação que existe entre cada uma delas e a nossa vida diante de Deus. Veremos a seguir as Chaves de Compreensão 4 e 5: CHAVE 4 - Seus companheiros então se entristeceram e relataram ao rei tudo o que havia se passado (v.31).   CHAVE 5 - O rei chamou o servo e repreendendo-o disse: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?” (vs. 32-33). Passemos então agora a esclarecer o significado profundo de cada Chave encontrada no texto da parábola de Jesus: O Devedor Na CHAVE 1 encontramos uma diferença exorbitante entre as duas dívidas (a do servo para o r...

PERDOAR - PARTE 1

No evangelho de Mateus encontramos a chamada parábola do credor incompassivo que nos revela verdades sobre as quais devemos dedicar bastante atenção. Vejamos o texto: A Simbologia da Parábola “Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldass...

O AMOR E A MULTIDÃO DE PECADOS

É bem conhecida no meio cristão a afirmação: “O amor cobre a multidão de pecados”, esta afirmação é feita pelo apóstolo Pedro em sua primeira epístola. O texto de Pedro diz: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.” (1Pe. 4.8). Na carta, Pedro está alertando que “o fim de todas as coisas está próximo” (1Pe. 4.7) e passa a relacionar alguns deveres dos cristãos uns para com os outros, dentre eles o amor mútuo. As Duas Alianças Não obstante essa sentença tenha sido pronunciada em tempos de Nova Aliança, ela não é uma recomendação nova para o relacionamento entre irmãos. O escritor de Provérbios já havia se pronunciado a esse respeito quando diz: “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões.” (Pv. 10.12). É bem provável, aliás, que o apóstolo estivesse referenciando esse verso de Provérbios quando aconselhava aos “eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”...

O VÉU - PARTE 2

Na PRIMEIRA PARTE deste estudo descobrimos que há uma revelação no evento do rasgar o Véu do Templo por ocasião da morte de Jesus e entendemos o que era o Santo dos Santos e o ofício do Sumo Sacerdote nesse lugar. Neste post abordaremos a relação entre Jesus Cristo, o Santo dos Santos, o véu e o Sumo Sacerdote.   A Nova Aliança Sabemos que na Nova Aliança Jesus é o nosso único Sumo Sacerdote como nos esclarece o escritor da carta aos hebreus quando diz: “Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,” (Hb. 3.1) e é a esse respeito que trata a revelação do rasgar do véu. Na Antiga Aliança havia a necessidade de um intermediário, o Sumo Sacerdote, entre o povo de Israel e Deus para que se fizesse expiação pelo pecado, porém com o evento da encarnação não há mais necessidade de intermediário entre nós e o Senhor, pois temos acesso diretamente a Ele por meio de Jesus, aliás o apóstolo Paul...

O VÉU - PARTE 1

Encontramos nos evangelhos sinópticos, ao relatarem a morte de Jesus, que um dos sinais visíveis que ocorreram logo após Sua morte foi o rasgar do véu do templo. Vejamos como está descrito esse evento no evangelho de Mateus: “E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas” (Mt. 27. 50-51). Ao lermos esse relato podemos nos perguntar o porquê de o véu do templo ter se rasgado no exato momento em que Jesus “entregou o espírito” (v. 50). Por se tratar de um tema relativamente complexo proponho um estudo em duas partes a serem publicadas nas postagens do blog Preceitos de Fé. Iniciemos então com uma análise minuciosa desse fato: O Santo dos Santos Em primeiro lugar precisamos saber que esse evento foi mais uma revelação a respeito de quem era Jesus e de Sua missão e para compreendermos essa revelação é necessário que entendamos o que significava o véu do templo. ...

NÃO TOMAR O NOME DE DEUS EM VÃO

Quando lemos no livro de Êxodo o mandamento que diz: “Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.” (Ex. 20.7), normalmente o relacionamos apenas com a temeridade que é usar o nome de Deus de forma vulgar ou mentirosa como em juramentos falsos por exemplo. Interpretamos esse mandamento como uma orientação para respeitarmos o nome do Senhor e não o pronunciarmos levianamente. O Nome Esse respeito pelo nome de Deus é tão marcante entre os judeus ainda nos diais atuais que eles não o pronunciam nem mesmo na leitura das Escrituras Sagradas quando no texto o nome de Deus é citado. Nessas ocasiões eles substituem o nome de Deus por אדוני (Adonai) que significa, meu senhor, ou por השם (Hashem) que significa o nome. No entanto o sentido do referido mandamento vai muito além do cuidado que devemos ter em pronunciar o nome de Deus. ...ao nos desviarmos do caminho da santidade e da sabedoria divina levamos o nome do Sen...

OS ESPÍRITOS EM PRISÃO - PARTE 3

Na PRIMEIRA PARTE de nosso estudo descobrimos alguns motivos que podem levar alguns a confundir o verdadeiro significado da expressão espíritos em prisão, utilizada por Pedro e percebemos que essa confusão já ocorre há muito tempo. Na SEGUNDA PARTE deste estudo abordamos o que Pedro quis dizer ao se referir aos espíritos em prisão e aos tempos de Noé. Nesta postagem abordaremos a respeito do termo “espíritos” utilizado pelo apóstolo no versículo estudado. As Línguas Originais Quando observamos o texto no idioma original em que foi escrito, o grego, percebemos que a palavra utilizada é πνεύμα (pneuma) que de fato significa espírito, ocorre que na bíblia, tanto no Antigo Testamento, escrito quase todo no idioma hebraico, como no Novo Testamento os termos espírito, alma, pessoas e vida são, em muitos casos, utilizados de forma intercambiável, vejamos alguns exemplos do intercâmbio entre   נפש – Nefesh - (alma em hebraico) e רוח   - Rhuah - (espírito em hebraico), assim como e...

OS ESPÍRITOS EM PRISÃO - PARTE 2

Na PRIMEIRA PARTE de nosso estudo descobrimos alguns motivos que podem levar alguns a confundir o verdadeiro significado da expressão espíritos em prisão, utilizada por Pedro e percebemos que essa confusão já ocorre há muito tempo. Neste post abordaremos o que Pedro quis dizer ao se referir aos espíritos em prisão e aos tempos de Noé. Quando o apóstolo afirma: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (v. 18). O sentido da mensagem é: Cristo, vosso exemplo o único justo, foi morto pelos pecados dos injustos, porém foi vivificado em espírito. É nesse exemplo que devemos mirar quando estivermos em meio ao sofrimento e à injustiça. O Espírito Os próximos versículos não causam confusão se os lermos à luz do entendimento que tivemos a respeito dos anteriores que acabamos de analisar. Pedro então está dizendo que nesse espírito Jesus também pregou nos tempos de Noé, enquant...

OS ESPÍRITOS EM PRISÃO - PARTE 1

Algumas pessoas ao lerem a primeira carta de Pedro acreditam que no versículo 19 do capítulo 3 o apóstolo está afirmando que Jesus, durante os três dias em que seu corpo passou no coração de terra (Mt. 12.40), foi ao inferno pregar aos espíritos que lá estavam, afirmam inclusive que alguns foram resgatados de lá em virtude dessa pregação. Vejamos o texto dos versículos 18 e 19 da referida carta de Pedro: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão” (1Pe. 3.18-19). O Inferno Embora a palavra inferno não seja encontrada nesses versículos é provável que a associação do termo prisão com o inferno aconteça em virtude de o texto afirmar que Cristo morreu pelos pecados. A ideia que relaciona pecado e prisão é reforçada no capítulo 5 de Provérbios que diz: “Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do ...

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