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O ÚNICO MEDIADOR

Quando o apóstolo Paulo diz: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm. 2.5), certamente está também fazendo uma referência ao ofício do Sumo Sacerdote do povo de Israel. O Sacerdote A função do Sumo Sacerdote nos tempos da Antiga Aliança era ser um mediador entre o povo e o Senhor, por isso vemos no livro de Levítico, por exemplo, Deus determinando que Arão (o primeiro Sumo Sacerdote de Israel) fizesse: “[...]expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel” (Lv. 16.17). É interessante notar que o Sumo Sacerdote em seu ofício no Templo levava sobre seu peito o nome das doze tribos de Israel (Ex. 28.21) e em sua cabeça uma lâmina de ouro onde estava escrito: “Santo ao Senhor” (Ex. 28.36).   Ocorre que na Nova Aliança não necessitamos mais de Sumo Sacerdote humano para entrar uma vez por ano no Santo dos Santos e fazer expiação por nossos pecados pois temos o Sumo Sacerdote eterno que entregou a própria ...

USOS E COSTUMES - PARTE 2

Na Primeira Parte deste estudo descobrimos que a cidade de Corinto era uma cidade repleta de ideias pagãs e que Paulo escreve àquela Igreja com o intuito de esclarecer dúvidas e de orientar o comportamento. Neste post buscaremos entender qual o valor para os dias atuais das orientações paulinas acerca de comportamento dadas aos irmãos de Corinto. O Contexto É fácil perceber que Paulo está tratando de costumes locais e de nenhum modo os relacionando como se fossem critérios universais e muito menos como exigências para a salvação. Veja, o apóstolo escreve: “Portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se lhe é vergonhoso o tosquiar-se ou rapar-se, cumpre-lhe usar véu.” (1Co. 11.6). Porém encontramos no livro de Gênesis o seguinte texto: “Então, ela despiu as vestes de sua viuvez, e, cobrindo-se com um véu, se disfarçou, e se assentou à entrada de Enaim, no caminho de Timna; pois via que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher. Vendo-a Judá, teve...

USOS E COSTUMES - PARTE 1

Há um tempo atrás algumas igrejas cristãs no Brasil possuíam regras rígidas em torno de diversos assuntos, alguns desses temas eram chamados popularmente de “usos e costumes” e versavam, por exemplo a respeito de como deveria se vestir um cristão dentro de uma igreja. Com a chegada do neopentecostalismo e o distanciamento da tradição religiosa ascética com o consequente movimento em direção de um caráter mais próximo ao cotidiano popular tais regras foram sendo paulatinamente abolidas mesmo nas igrejas de viés mais tradicional. Ocorre que algumas pessoas ainda se perguntam se a Bíblia define ou não padrões de comportamento e de vestuário dentro das igrejas que são aplicáveis aos dias atuais. Por se tratar de um tema relativamente complexo proponho um estudo em duas partes a serem publicadas nas postagens do blog Preceitos de Fé. Iniciemos então com uma análise minuciosa desse fato: A Igreja de Corinto Um dos textos que geram mais questionamentos a esse respeito encontramos na c...

O TEU OLHO

Encontramos no Evangelho de Mateus as seguintes palavras de Jesus: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno.” (Mt. 5.29-30). Evitar o Pecado Em uma interpretação direta é fácil perceber que este texto se refere ao pecado, à necessidade de evita-lo. Então, simbolicamente, as palavras de Cristo dizem que o pecado é algo tão ruim que é melhor até não ter um olho, mas ser salvo do que possuir os dois saudáveis e ir para o inferno, pois, como todos sabemos, o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23). Essa interpretação direta fica ainda mais clara quando percebemos que nos versículos anteriores Jesus está falando a respeito da plenificação que ele havia vindo dar à Lei, e assim alertava: “Não penseis que vim revoga...

O SOPRO DE CRISTO

Jesus, após ressuscitar, apareceu aos discípulos que, com medo dos judeus que os perseguiam, estavam reunidos em uma casa (Jo. 20.19). Ao saudá-los com a paz os discípulos tiveram medo, pois achavam tratar-se de um espírito (Lc. 24.37). Após confirmarem tratar-se mesmo do Senhor, Jesus lhes disse: “Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (Jo. 20.21). Em seguida fez uma ação simbólica de profundo significado e valor real: “E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” (Jo. 20.22). O Sopro de Deus Jesus, nesse ato, repete a ação de Deus Pai ao criar o homem; “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” (Gn. 2.7). É evidente que os discípulos ainda possuíam, assim como todos nós, o fôlego de vida que Deus havia soprado nas narinas de Adão, porém Jesus estava simbolicamente completando a missão para o qual encarnou: Dar a eles (e a nós...

UMA OFENSA E UMA JUSTIÇA - PARTE 2

Na Primeira Parte deste estudo analisamos os versículos 18 e 19 do capítulo 5 da carta de Paulo aos romanos e entendemos que o motivo de trazermos em nós a semente do pecado e que não são nossos erros individuais que nos levam ao fogo eterno. Neste post demonstraremos quede acordo com o apóstolo, nossas escolhas definem se confirmamos ou não nossa condenação. Nossos Atos A resposta a pergunta que apresentamos na Primeira parte deste estudo encontramos na segunda parte do versículo 18 que afirma que por apenas um ato de justiça veio a graça para a justificação. Assim como é verdade que já nascemos potencialmente condenados também é verdade que não somos necessariamente condenados pois a encarnação de Jesus derrama sobre nós a graça para a justificação que dá vida. Ou seja, temos escolha entre aceitar nossa tendência inata ou receber a graça de Deus. As nossas ofensas, nossos pecados, não acrescentam nada em nossa condenação, já somos condenados, eles apenas endossam a nossa morte et...

UMA OFENSA E UMA JUSTIÇA - PARTE 1

É normal imaginarmos que são os nossos pecados cotidianos que são capazes de nos levar à morte eterna. Embora esse pensamento possa conter alguma verdade ele não é inteiramente correto e um dos motivos do erro está no fato de que o contraponto desse pensamento seria que se formos bons e fizermos boas obras encontraremos a salvação. Porém bem sabemos que a salvação vem pela graça mediante a fé e não por obras (Ef. 2.8). O apóstolo Paulo esclarece bem a dinâmica de salvação e queda quando escreve: “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.” (Rm. 5.18-19). Por se tratar de um tema relativamente complexo proponho um estudo em duas partes a serem publicadas nas postagens do blog Precei...

O SOFRIMENTO

Vez por outra encontramos alguém, normalmente bem-intencionado, se esforçando para consolar outro que padece de algum tipo de sofrimento e que para isso diz coisas como: Deus quis assim” ou “foi a vontade de Deus” ou ainda “você foi escolhido por Deus”. Tais pessoas, não obstante a provável boa intenção, não possui fundamentação bíblica para fazer essas afirmações. É evidente que cada caso guarda suas particularidades, porém muitas vezes, se não sabemos o que dizer é melhor oferecermos apenas a nossa companhia, por vezes apenas a presença amiga já é capaz de aliviar uma dor. A Vontade de Deus Devemos ter em mente também o quão doloroso é para uma pessoa que passa por uma dificuldade séria na vida ou por algum tipo de sofrimento profundo ouvir que o único Deus a quem ela poderia clamar para aliviar sua dor ou lhe socorrer em sua necessidade é o autor do seu padecimento. Falar isso para alguém que sofre é falta de caridade e desconhecimento dos atributos de Deus. É relativamente co...

OS NINIVITAS - PARTE 2

Na Primeira Parte deste estudo conhecemos um pouco da cidade de Nínive que levou ao profeta Jonas desobedecer a uma ordem do Senhor, compreendemos o motivo dessa desobediência e soubemos da grande transformação daquele povo. Neste post esclareceremos o porquê de, mesmo depois do perdão de Deus aos ninivitas da geração de Jonas, a cidade de Nínive ter sido completamente destruída. Ocorre que da mesma forma que não podemos afirmar que alguém está irremediavelmente perdido, não podemos afirmar que a família de alguém inimigo do Senhor é também inteiramente contrária aos desígnios de Deus. Assim também como não podemos avalizar a salvação de outrem e nem garantir que toda a família de alguém considerado separado por Deus trilhará os caminhos da correção. As Escolhas As escolhas que realizamos na vida são influenciadas por muitas variáveis: ambiente, oportunidade, educação, hereditariedade e tantas outras, por isso tanto a salvação como a perdição são absolutamente individuais. A esse r...

OS NINIVITAS - PARTE 1

É bem conhecido, sobretudo no meio cristão, o relato bíblico contido no livro de Jonas, especialmente o episódio em que Jonas é engolido por um grande peixe permanecendo dentro do animal por três dias. Porém talvez menos conhecida seja a cidade que foi o motivo da desobediência de Jonas à ordem do Senhor que o levou a tal situação inusitada. Por se tratar de um tema relativamente complexo proponho um estudo em duas partes a serem publicadas nas postagens do blog Preceitos de Fé. Iniciemos então com uma análise da Palavra do Senhor: O relato do livro de Jonas conta que: “Veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.” (Jn. 1. 1-3). A Cidade d...

O ENGANO

É bem conhecido no meio cristão o fato de que Jacó é personagem fundamental na história do povo de Deus. Foi a partir de seus filhos que se formaram as 12 tribos de Israel e na descendência de um deles (Judá) é que nasceu Jesus. Os Erros de Jacó Quem conhece um pouco da história dos filhos de Isaque sabe que o Senhor já havia revelado a eleição de Jacó quando ele ainda estava no ventre de sua mãe: “Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão: um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço.” (Gn. 25.23). Porém se enganará quem pensar que por ser uma figura de tamanha envergadura na história do povo de Deus, Jacó era um homem perfeito, que não cometia erros e muito maior o engano será se se pensar que em virtude da eleição de Deus Jacó estaria livre de sofrer as consequências de seus erros. No relato bíblico do início da história de Jacó percebemos que ele cometeu ao menos dois grandes erros: 1°- Se aproveitando da exaustão físic...

O BEM, O MAL E A VIDA

Quando Satanás tentou a Eva, aproveitou-se de sua inocência para fazê-la duvidar das intenções de Deus. Negando a afirmação divina, o Inimigo disse: “[...] é certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” (Gn. 3. 4-5). A Estratégia do Mal Adão e Eva, viviam no paraíso sob os cuidados diretos do Senhor e em comunhão com Ele. Eles viviam o supremo bem, porém não conheciam a dicotomia bem-mal, pois não conheciam o mal nem consideravam a possibilidade de sua existência, e o bem eles o conheciam como o natural pois viviam nele.   Quando Satanás sugere a Eva que ao comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal ela se tornaria como Deus ele enfatiza a aquisição de um bem (o fruto) e o acesso a um suposto direito que lhe fora negado (o direito de obter prazer com algo que era bom para se comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento – v. 6), porém silenc...

PERDOAR - PARTE 3

Na PRIMEIRA PARTE deste estudo verificamos que a parábola do credor incompassivo contada por Jesus revela diversas verdades a respeito da nossa relação com Deus e que tais verdades são reveladas em partes que chamamos de Chaves de Compreensão. Na SEGUNDA PARTE do nosso estudo abordei as duas últimas chaves e passai a esclarecer a relação que existe entre cada uma delas e a nossa vida diante de Deus. Nesta última postagem do nosso estudo esclarecerei as duas últimas chaves e como elas e a conclusão da parábola deve nos servir de reflexão. O Comportamento Na CHAVE 4 vemos seus companheiros relatando o ocorrido ao rei. Quando os anjos de Deus iriam destruir Sodoma e Gomorra, o Senhor falou a Abraão: “[...] Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê-lo-ei.” (Gn. 18. 20-21). Deus sempre está ciente de nossos atos,...

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