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A COBRA DE BRONZE

No livro de Números, no capítulo 21 há um relato que podemos classificar como curioso. Trata-se do episódio em que Moisés construiu uma serpente de bronze para que os israelitas ficassem curados ao olharem para ela. Por se tratar de um tema relativamente complexo e que envolve a explicação e a demonstração do conceito do recurso denominado tipologia bíblica proponho um estudo em três partes a serem publicadas nas postagens do blog Preceitos de Fé. Iniciemos então com a descrição do relato: O texto nos conta que o povo de Israel, guiado por Moisés, ao rodear a terra de Edom em direção à terra prometida tornou-se impaciente com a longa jornada e passou a reclamar de Deus e de Moisés: “Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil.” (Nm. 21.4-5). O ataque das serpentes Com a permissão do Senhor, então, sugiram naquele local serpentes venenosas que morderam muitos israelitas e uma grande quantidade…
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CEGUEIRA ESPIRITUAL

Algumas pessoas imaginam que se nos dias atuais ainda existissem grandes profetas como nos tempos do Antigo Testamento a nos alertar sobre o que estava por vir, talvez, a mensagem da Bíblia se tornasse mais clara e fizesse com que mais pessoas a aceitassem diante dos sinais realizados por tais profetas. Não obstante a Bíblia não negue a possibilidade de continuarem sendo levantados por Deus profetas em todos os tempos, o fato é que não temos notícia atualmente da existência de profetas da envergadura de Isaías ou Jeremias, por exemplo. Os motivos para o silêncio atual das grandes vozes proféticas são diversos, por exemplo: O nascimento de Jesus que veio para cumprir as profecias do Antigo Testamento e a existência das Escrituras que são inteiramente inspiradas por Deus e se constitui em informação suficiente para nosso ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça (2Tm. 3.16), sendo, portanto, tudo o de que precisamos para entender o que Deus espera de nós.…

A NOSSA IDOLATRIA

É muito claro o desaprovar de Deus com relação à idolatria. Em diversos textos bíblicos essa prática é condenada. Encontramos no livro de Êxodo, por exemplo, dentro dos dez mandamentos, a determinação para que não tenhamos outros deuses e para não adorarmos nem prestar culto a imagens de escultura, “nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra” (Ex. 20. 3-5). Embora esteja bem sedimentada na mente de grande parte dos cristãos a ideia de que a prática da idolatria é condenável, é comum relacionarmos essa prática tão somente à adoração de imagens dos chamados “santos” e aos cultos pagãos da antiguidade. No entanto as Escrituras Sagradas nos mostram que o problema da idolatria vai muito além da adoração dos “santos” ou de deuses estranhos. A idolatria da Arca Encontramos no Primeiro Livro de Samuel o relato de uma vitória dos filisteus sobre os israelitas onde a Arca da Aliança é levada pelos inimigos de Israel (1Sm. 4.1-11). …

POR QUE MOISÉS NÃO ENTROU NA TERRA PROMETIDA?

Talvez você já tenha se perguntado por que Moisés, depois de tantos serviços prestados à Obra de Deus, guiando o povo hebreu à Terra Prometida, tenha sido impedido de entrar nela pelo Senhor em virtude de um único ato impensado ao bater na pedra duas vezes. (Nu. 20.11). Não estaria Deus sendo rigoroso demais com o seu servo Moisés? É importante salientar que embora Deus tenha impedido Moisés de entrar com o povo hebreu na terra prometida em virtude de sua atitude em Meribá (Nu. 20.10-11) isso não significa que ele foi condenado por Deus à perdição. Lembremos, por exemplo que Moisés apareceu aos discípulos ao lado de Jesus no momento da transfiguração. (Mt. 17.1-4). Na verdade, essa proibição divina tinha dois objetivos, um deles guardava relação com Moisés e o outro com o povo hebreu.  O motivo relacionado à pessoa de Moisés Punir a atitude de Moisés era um dos objetivos, como o texto deixa bem claro: “Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em mim, para me santi…

FOCO EM DEUS

Muitas vezes nos perguntamos por que o antigo povo hebreu, mesmo depois de ser retirado da escravidão do Egito pela força de tantas maravilhas executadas por Deus, não suportou os quarenta dias e quarenta noites da ausência de Moisés no Monte Sinai sem se perder em idolatrias, chegando a construir um bezerro de ouro para adorar. (Ex. 32.1-5). É evidente que não se pode creditar a fraqueza na fé daquele povo hebreu a apenas uma causa, muitas podem ser citadas, dentre elas, por exemplo, a adaptação aos costumes egípcios depois de passarem tantos anos em suas terras e a característica de “dura cerviz” do próprio povo. No entanto, certamente, um dos motivos determinantes para sua corrupção após a temporária ausência de Moisés quando subiu ao monte para receber as Tábuas da Lei foi o foco que os hebreus tinham nele e não em Deus. A quem os antigos hebreus seguiam Não obstante tenha sido sempre Deus (e não Moisés por força própria) quem libertou e guiou o povo, os hebreus concentraram su…

O JUSTO MORRE POR UM ÚNICO PECADO - PARTE 5

Na Primeira Parte deste estudo afirmamos que quando lemos o texto de Ezequiel, capítulo 33, versículos 12 a 19 duas questões imediatamente nos saltam aos olhos: 1ª - Por que um único pecado cometido por aquele que é justo é suficiente para fazer com que Deus “esqueça” toda a justiça praticada por ele e o “condene” à morte? 2ª – Por que bastará ao perverso se converter e praticar juízo e justiça para que toda uma vida de pecados e iniquidades seja desconsiderada por Deus e ao perverso seja oferecida a vida? Na Segunda Parte do nosso estudo buscamos responder a esses questionamentos, iniciando pela segunda pergunta uma vez que seu entendimento é de mais fácil compreensão para aqueles que já possuem alguma familiaridade com o texto bíblico. Na Terceira Parte do nosso estudo passamos a abordar o primeiro questionamento que se refere à aparente injustiça para com o justo que, segundo o texto de Ezequiel, em virtude de um único pecado será condenado. Na Quarta Parte do nosso estudo observa…

O JUSTO MORRE POR UM ÚNICO PECADO - PARTE 4

Na Primeira Parte deste estudo afirmamos que quando lemos o texto de Ezequiel, capítulo 33, versículos 12 a 19 duas questões imediatamente nos saltam aos olhos: 1ª - Por que um único pecado cometido por aquele que é justo é suficiente para fazer com que Deus “esqueça” toda a justiça praticada por ele e o “condene” à morte? 2ª – Por que bastará ao perverso se converter e praticar juízo e justiça para que toda uma vida de pecados e iniquidades seja desconsiderada por Deus e ao perverso seja oferecida a vida? Na Segunda Parte do nosso estudo buscamos responder a esses questionamentos, iniciando pela segunda pergunta uma vez que seu entendimento é de mais fácil compreensão para aqueles que já possuem alguma familiaridade com o texto bíblico. Na Terceira Parte do nosso estudo passamos a abordar o primeiro questionamento que se refere à aparente injustiça para com o justo que, segundo o texto de Ezequiel, em virtude de um único pecado será condenado. Neste post observaremos que a atitude d…

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