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O FORTE DE JACÓ

Escrevo esse post para responder um questionamento muito interessante que a irmã Isa fez no Bate-papo Cristão de nosso blog. A irmã perguntou: “O que se entende em Isaías 49:26, com a expressão " O forte de Jacó "? “. Pois bem, nas linhas abaixo, com a permissão do Senhor e fundamentado em Sua Palavra, passarei a explicar esse versículo. O texto do capítulo 49 do livro de Isaías, a partir do versículo 8, é uma profecia a respeito da restauração do povo de Israel.  É utilizado nessa revelação um recurso conhecido como tipologia bíblica que, em síntese, é a forma de descrever uma realidade espiritual por meio de uma realidade material. Nesse texto o profeta, inspirado por Deus, está revelando a libertação do povo de Israel por meio do imperador persa Ciro, que havia vencido os medos e conquistado e ampliado seus territórios, passando a dominar também sobre os israelitas. O Imperador Ciro como ferramenta do Senhor Lembremos que o profeta já havia revelado que Ciro seria ferr…
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O POUCO COM DEUS

A Palavra de Deus nos conta, no Antigo Testamento, um relato muito interessante, que desejo comentar nesse texto, a respeito de como se dá o agir de Deus. Trata-se do relato sobre a vitória de Gideão sobre os midianitas. O texto bíblico conta que Gideão, filho de Joás, (Jz. 6.11) foi chamado por Deus para livrar o povo de Israel do domínio dos midianitas (Jz. 6.11-24). Gideão assim, juntou o povo e acampou próximo ao acampamento de seus opressores (Jz. 7.1). Havia se disposto a acompanhar Gideão na peleja contra os midianitas trinta e dois mil homens (Jz. 7.3), porém o número dos combatentes inimigos era muito maior, pois “Os midianitas, os amalequitas e todos os povos do Oriente cobriam o vale como gafanhotos em multidão; e eram os seus camelos em multidão inumerável como a areia que há na praia do mar.” (Jz. 7.12). Deus reduz o exército de Gideão No entanto, apesar da aparente inferioridade numérica dos homens de Gideão, Deus falou ao filho de Joás: “É demais o povo que está cont…

O ERRO DE SANSÃO

A Palavra de Deus nos relata a instigante história de Sansão. Ele foi juiz entre o povo de Israel por vinte anos (Jz. 16.31). Sansão nasceu em um período em que, por causa dos pecados do povo, Deus havia entregado Israel nas mãos dos filisteus (Jz. 13.1). Seu pai, Manoá, era casado com uma mulher estéril, mas cuja fertilidade foi dada pelo Senhor (Jz. 13 3-24). Ao anunciar, o anjo do Senhor, que a mulher de Manoá conceberia, determinou também que o menino deveria ser nazireu, ou seja, consagrado ao Senhor desde o ventre e revelou que seria ele que começaria a libertar a Israel dos filisteus. (Jz. 13.5). A mulher engravidou e nasceu Sansão que foi abençoado por Deus. Porém quando cresceu interessou-se por uma mulher filisteia (Jz. 14.1). Embora seus pais tenham discordado da vontade de Sansão (Jz. 14.3), pois bem sabiam que o Senhor não se agradava de ver Seus filhos fazer aliança com povos que cultuavam deuses estranhos (Js. 23.12-13), Sansão casou-se com aquela filha dos filisteus…

O ADVERSÁRIO INTERNO

A Palavra de Deus nos relata que certa vez, quando o povo de Israel havia feito o que era mal perante o Senhor (Jz. 6.1), Deus os entregou nas mãos dos midianitas por sete anos. Porém, o povo de Deus clamou ao Altíssimo e Ele providenciou libertação ao seu povo por meio de Gideão, filho de Joás (Jz. 6.11). O anjo do Senhor falou com Gideão e o comissionou a livrar Israel das mãos dos midianitas (Jz. 6.14). Aquele homem simples duvidou que seria capaz de realizar tal feito pois sua família era a mais pobre de Manassés e ele o mais humilde da casa de seu pai (Jz. 6.15). Tão receoso estava que pediu um sinal ao Senhor para que tivesse certeza de que era Ele mesmo que lhe falava naquele momento (Jz. 6.17). Após dar o sinal de confirmação, o anjo do Senhor se foi sem dar-lhe mais explicações sobre quando e como ele deveria libertar a Israel.  Como poderia o povo de Israel desejar libertação do inimigo se havia se contaminado com seus costumes ao ponto de adorar a outros deuses? O própr…

COMO COMBATER O INIMIGO? (A LUTA DO SENHOR)

Algumas pessoas ainda imaginam que a salvação é dependente de nosso esforço pessoal e entendem que existe uma batalha violenta entre Deus e o nosso inimigo para que as bênçãos divinas cheguem até nós. Precisamos lembrar que o inimigo só tem poder para lutar conosco e ainda assim apenas se Deus o permitir e se nós mesmos dermos liberdade para que ele venha a influenciar significativamente a nossa vida. Quando a Palavra de Deus nos esclarece que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra principados e potestades, (Ef. 6.12) isso não quer dizer que essa luta deva ser travada por meio da violência, da força e do poder do nosso braço, mesmo porque bem sabemos que nada conseguimos por meio da nossa força (1Sm.2.9). A luta contra o inimigo deve ser por meio da Palavra e do Poder de Deus que é essencialmente manso (Mt. 11.29). Quando Davi foi lutar contra o gigante soldado filisteu Golias que repetidamente provocara e insultara a Deus e ao Seu povo ele disse: “Tu vens contra mi…

A OBRA DO SENHOR SERÁ REALIZADA

Encontramos no livro de Ester, nas Escrituras Sagradas, o relato da conspiração de Hamã para exterminar todo o povo Judeu por causa de Mordecai que não obedecera ao decreto do rei Assuero para se inclinar diante de Hamã. Mordecai era Primo de Ester, mas a criara como filha, pois esta não tinha pai nem mãe. (Et. 2.7). Aprouve a Deus que Ester fosse escolhida pelo rei Assuero para ser sua rainha e assim aconteceu. Ao saber dos planos de Hamã para exterminar todo o povo judeu do reino, Mordecai foi ao encontro de Ester e por meio de um eunuco do rei solicitou que ela interviesse diante dele para que o decreto de extermínio de seu povo fosse revogado. (Et.4.7-9). Nesse momento, Ester temeu por sua vida pois todos sabiam que “para qualquer homem ou mulher que, sem ser chamado, entrar no pátio interior para avistar-se com o rei, não há senão uma sentença, a de morte, salvo se o rei estender para ele o cetro de ouro, para que viva; e eu, nestes trinta dias, não fui chamada para entrar ao…

TEMOS MERECIMENTO?

Muitas vezes ouvimos falar sobre certa espécie de merecimento que temos ou não diante do Senhor. Alguns pensam que recebermos bênçãos de Deus está relacionado ao fato de merecermos tais “agrados” do Altíssimo em virtude de nossas boas ações ou de nossos esforços na seara do Senhor.
Tal raciocínio, embora com roupagem diferente, é semelhante àquele que afirma ser a salvação alcançada por meio de nossas obras e não pela Graça. Embora, muitas vezes, aqueles que defendem a teoria do merecimento neguem às obras a condição de critério para salvação, colocam a Graça do Senhor, Sua benevolência, amor e misericórdia por nós submetidas à nossa dedicação ou desprezo ao Criador. Evidentemente qualquer raciocínio que coloque o Senhor submetido aos desejos ou à vontade de sua criação não tem fundamento bíblico. Nas escrituras encontramos um alerta de Moisés ao povo de Israel para que não se achassem merecedores das bênçãos que receberiam. Quando o seu povo estava para atravessar o rio Jordão, pa…

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