domingo, 13 de agosto de 2017

QUANDO DISSEREM: JESUS ESTÁ AQUI

É muito conhecido, na Palavra de Deus, o alerta de Jesus a respeito dos falsos cristos e falsos profetas que surgirão nos últimos dias anteriores à volta do Senhor. Normalmente esse texto é relacionado, nos comentários bíblicos e nas pregações, unicamente com o surgimento de pessoas, enviadas pelo inimigo, querendo se passarem por Jesus em sua volta. No entanto, o texto que encontramos em Mateus capítulo 24, versículos 23 a 27 abrange um contexto muito mais amplo, vamos ao texto:
“Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem. ” (Mt. 24. 23-27).
Notamos que ao afirmar, no último versículo citado, que “assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mt. 24.27), Jesus está de fato falando a respeito do momento de Sua volta, no entanto, quando o Mestre nos fala que “surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt. 24.24), o Senhor está ampliando o quadro e nos alertando para o fato de que antes de Sua volta gloriosa, falsos profetas operarão grandes prodígios e sinais para tentar enganar até mesmo os já eleitos pelo Senhor.
Essas pessoas não se anunciarão como sendo o próprio Cristo em volta gloriosa, mas como profetas dEle e até mesmo serão capazes de operar sinais e prodígios grandiosos, os chamados “milagres”, mas serão lobos vestidos em pele de cordeiro (Mt. 7.15).
Surge então a pergunta: Como estas pessoas capazes de operar milagres buscarão “enganar até os escolhidos”? A resposta a essa pergunta é: pregando doutrinas antibíblicas, trazendo falsas doutrinas para as igrejas, doutrinas permissivas que contrariam a orientação da Palavra de Deus, trazendo fogo estranho para a Casa de Deus (Lv.10.1).
Infelizmente nossas igrejas são um campo fértil para esse tipo de enviado satânico em virtude da indolência de muitos irmãos que se contentam em ir aos cultos, sentar no banco da igreja por algumas horas para ouvir algumas palavras e não se dedicam ao estudo sério e minucioso da Palavra de Deus.
Tais pessoas são facilmente ludibriadas e levadas por todo vento de doutrina (Ef.4.14) que pessoas más intencionadas e com boa retórica lançam no seio da igreja.
Não podemos nos enganar achando que esses operários de Satã são encontrados apenas fora das igrejas, ao contrário, dentro das congregações eles buscarão lugar de destaque, pois desejam ser vistos e ouvidos pelo maior número de pessoas possível e não raramente estarão no púlpito corrompendo os irmãos.
E para tornar sua retórica mais convincente, serão capazes de operar prodígios como se um verdadeiro enviado de Deus fosse. Aliás a Palavra de Deus diz que o próprio Satanás é capaz de se travestir de anjo de luz (2Co.11.14).
Esses fatos não começarão a acontecer apenas a poucos momentos da vinda de Cristo, na verdade tudo isso já acontece agora.
Quando Jesus afirma que “se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis” também se refere àqueles que em suas reuniões de “milagres” afirmam que Cristo está com eles mas pregam doutrinas demoníacas sugerindo que Deus barganha dinheiro por bênçãos.
Muitos desses “mercadores de falsas bênçãos” são capazes de operar sinais e prodígios e utilizarão o nome de Jesus para encenarem esse festival de pirotecnia espiritual.
No entanto, Jesus já nos havia alertado sobre eles quando, se referindo ao dia do juízo, disse: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? ” (Mt. 7.22).
Mas a resposta de Cristo para esses e para todos aqueles que amam ao Senhor apenas com os lábios mas mantém longe dEle o coração (Mt. 15.8) será: “nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade. ” (Mt. 7.23).
Portanto, ao ouvir que Cristo está aqui ou ali, nessa ou naquela igreja, siga a recomendação do evangelista João quando escreveu: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. ” (1Jo. 4.1).

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domingo, 6 de agosto de 2017

PERDAS E GANHOS

Muitos podem ser os motivos das perdas que eventualmente ocorrem em nossas vidas: imprudência em nossos atos, imperícia em nossas atividades, nosso pecado, as consequências naturais de um mundo que jaz no maligno (1Jo. 5.19) ou até mesmo o plano de Deus.
É evidente que o Senhor não é o causador de nossos males nem de nossas perdas, pois bem sabemos que em Deus não há treva alguma (1Jo. 1.5) e que nEle somos mais que vencedores (Rm. 8.37), porém Ele pode permitir que algum dano ou alguma perda suceda em nossa vida para que dela resplandeça a vitória e o Seu nome seja glorificado uma vez que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8.28).
Vejamos a história de José para que possamos exemplificar essa verdade: José, filho de Jacó com Raquel (Gn. 35.24) a quem amava (Gn. 29.18), havia sido vendido aos ismaelitas por seus próprios irmãos, pois estes tinham inveja dele em virtude de ser muito amado de seu pai (Gn. 37.3) e por ter José tido sonhos reveladores que anunciavam a honra que ele haveria de alcançar (Gn. 37.5-11).
José foi vendido pelos ismaelitas como escravo a Potifar, comandante da guarda do Faraó Egípcio (Gn. 39.1). Por ter percebido que o Senhor era com José (Gn.39.3), Potifar o nomeou mordomo de sua casa e lhe deu poder sobre tudo o que tinha de tal forma que ele mesmo não era maior do que José na casa (Gn. 39.6-9).
Percebamos que para José, que por muito pouco não foi morto por seus próprios irmãos (Gn.37.18-21), foi jogado dentro de uma cisterna (Gn. 37.24) e vendido como escravo em uma terra estranha (Gn. 39.1), o ter se tornado homem próspero (Gn. 39.2) e administrador de todos os bens do comandante da guarda do Faraó, era de fato uma grande conquista.
No entanto, por ser um homem de boa aparência (Gn. 39.6), José foi desejado pela mulher de Potifar (Gn. 39.7). Mas José era fiel a Deus, e também a Potifar e recusou as insistentes investidas da esposa de seu senhor para, com ele, cometer adultério (Gn. 39.8-10).
Ora, aos olhos humanos pode parecer que, José que já era abençoado por Deus, após uma atitude de tamanha fidelidade, deveria ser ainda mais agraciado de bênçãos pelo Senhor e ser ainda mais coberto de honrarias pelo comandante da guarda de Faraó.
No entanto, O Senhor permitiu que a mulher de Potifar acusasse a José injustamente e ele foi preso. Após ter conquistado a simpatia do comandante da guarda do Faraó egípcio, ter se tornado um homem próspero e poderoso na casa de Potifar, perdeu tudo o que havia alcançado e foi parar na prisão. Parece algo injusto; e da parte dos homens de fato foi injusto, porém não da parte de Deus.
Aquilo que pareceu injusto na verdade era apenas a manifestação dos pensamentos que o Senhor tinha a respeito de José, porque os pensamentos dEle são mais altos que os nossos (Is. 55.9).
Ainda na prisão José alcançou simpatia do carcereiro (Gn. 39.21-23). No cárcere, José recebeu revelação de Deus (Gn. 40.8) e interpretou os sonhos do copeiro-chefe e do padeiro-chefe de Faraó que haviam sido presos (Gn. 40. 9-19) e, de fato tudo ocorreu como José havia revelado (Gn. 40.20).
José ainda passou mais dois anos na prisão (Gn. 41.1) até que, para que interpretasse um sonho de Faraó que nenhum dos seus magos e sábios conseguiam interpretar (Gn. 41.8), foi retirado da masmorra (Gn. 41.14).
Ao interpretar adequadamente os sonhos de Faraó, o filho amado de Jacó, demonstrou a sabedoria daqueles que são fiéis ao Senhor, pois bem sabemos que o temor a Deus é o princípio da sabedoria (Pv. 1.7).
Impressionado com tamanha sabedoria e reconhecendo ter José o Espírito de Deus (Gn. 41.38-39), Faraó nomeou-o governador sobre toda a terra do Egito e apenas no trono Faraó seria maior que ele nas terras egípcias (Gn. 41.40-44).
Os planos de Deus para José eram muito maiores do que a administração da casa de Potifar, o Senhor o queria governante geral da terra mais rica daqueles tempos. Mas para isso José precisaria sair da casa do comandante da guarda, precisava perder todas aquelas comodidades e passar pelas dificuldades da prisão. José precisava demonstrar sua fidelidade a Deus independentemente das condições e demonstrar que aqueles que O amam tudo podem pois Ele os fortalece (Fp. 4.11-13).
José perdeu para ganhar porque Deus permitiu dessa forma e assim nos ensinou que no conforto da prosperidade ou nas dificuldades da prisão devemos ter o nosso foco no olhar de Deus e não no nosso que só é capaz de ver a aparência (1Sm. 16.7) e termos a certeza que é Ele que possui os planos corretos para atingirmos o fim que desejamos (Jr. 29.11).

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domingo, 30 de julho de 2017

SOMOS REIS E SACERDOTES

Certamente quem é cristão já ouviu alguma vez a afirmação de que fomos constituídos reis e sacerdotes, no entanto, o que de fato isso significa? E em que condições é estabelecido esse nosso reinado e sacerdócio?
Infelizmente pessoas menos esclarecidas na Palavra, dentro das igrejas e no meio cristão, têm relacionado essas afirmações bíblicas a uma suposta promessa da parte de Deus de prosperidade e sucesso para cada um de nós.
No entanto, esse tipo de interpretação é enganoso e busca reforçar uma teologia que absolutamente não faz parte das Sagradas Escrituras. Tal engano se dá pelo fato de que os textos bíblicos que contêm essas afirmações são retirados do contexto com a finalidade de propagar uma ideia equivocada, mas que estimula o ego e superlota igrejas.
No livro de Apocalipse, capítulo 1, versículo 6 encontramos: “e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! ” (Ap. 1.6). Nesse texto devemos notar primeiramente que a afirmação faz parte de uma dedicatória que o evangelista João está fazendo àqueles para quem a carta era dedicada: “às sete igrejas que se encontram na Ásia” (Ap. 1.4).
Outro ponto importante é que o evangelista na dedicatória que inicia no versículo 4, deseja graça e paz da parte de “Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, ” (Ap. 1.5) e no versículo 6 continua escrevendo: “e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! ” (Ap. 1.6).
Percebamos que é Cristo o Soberano dos reis da terra e não nós, e que Ele nos constituiu reino (em algumas versões é usada a palavra reis) e sacerdotes para o seu Deus e Pai, a quem pertence a glória e o domínio para sempre, e não para o nosso desfrute. A figura central do texto é Jesus Cristo, é nEle que somos reis e sacerdotes.
No versículo 10 do capítulo 5 de Apocalipse também encontramos a afirmação de que fomos constituídos reino e sacerdotes: “e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. ” (Ap. 5.10).
É importante lembrarmos que Apocalipse é um livro profético que anuncia o fim dos tempos e a chegada da Nova Jerusalém (Ap. 21.2) esse reinado se refere aos novos céus e a nova terra (Ap. 21.1) e não ao nosso mundo atual corrompido pelo pecado (1Jo.5.19). Além disso, esse versículo também esclarece que foi para o nosso Deus que fomos constituídos reinos e sacerdotes, e ao lermos todo o capitulo 5 também percebemos que a figura central é Jesus Cristo, o cordeiro, aquele que consegue abrir o livro selado com os 7 selos (Ap. 5.5) e nos constitui para Deus reinos e sacerdotes. (Ap. 5.10).
Ambos os textos citados também se referem à promessa que Deus fez ao povo de Israel, por meio de Moisés, quando peregrinavam no deserto após serem libertados do Egito: “Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. ” (Ex. 19.5-6).
Aqui está ainda mais claro a que se refere a promessa do Senhor: a santificação da nação, daqueles que ouvirem a Sua voz e Guardarem a Sua aliança. Para nós que vivemos nos tempos atuais a voz do Senhor está em Sua Palavra e a Sua aliança é Cristo Jesus, a Nova Aliança (Lc. 22.20).
Portanto, aqueles que ouvirem a voz de Deus, por meio de Sua Palavra e guardarem Cristo, a nova Aliança, em seus corações, estes constituirão o reino de sacerdotes, ou seja, serão santificados pelo nome de Jesus.
Percebamos que no versículo 6 do capítulo 19 de Êxodo fica claro que o reino do qual o Senhor está falando não é composto de riquezas, poder e sucesso, mas de santidade, pois trata-se de um reino de sacerdotes (Ex. 19.6), que será alcançado mediante a obediência a Sua Palavra.
Portanto, abandonemos a busca desenfreada por bênçãos e vitórias materiais e foquemos a nossa atenção ao autor e consumador das bênçãos, o nosso Deus, a quem devemos amar de todo o nosso coração, toda nossa alma e com todas as nossas forças (Dt.6.5), e busquemos primeiro o Seu reino (Mt. 6.33), nos tornando santos porque Ele é santo (Lv. 19.2).

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quarta-feira, 26 de julho de 2017

ULTRAPASSAMOS A MARCA DE CEM MIL VISITAS



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Quero agradecer a todos vocês que têm acompanhado as postagens do Blog Preceitos de Fé pelas mais de cem mil visitas que alcançamos nesses pouco mais de três anos de atividade do Blog. Louvemos ao Senhor por essa vitória que é de todos nós, pois sem Ele no comando dessa Obra e sem a participação de vocês lendo os posts, comentando, curtindo no Facebook, compartilhando, seria impossível alcançarmos esse número tão expressivo de visitas.Agradeço a você que faz junto comigo o Blog Preceitos de Fé e lanço um desafio para nós: Que possamos alcançar o número de UM MILHÃO DE VISITAS no Blog Preceitos de Fé. Para isso vamos compartilhar ainda mais as postagens do nosso blog nas redes sociais. Abaixo de cada postagem há ícones que você pode usar para compartilhar as postagens no Twitter, no Facebook, no G+, enviar por e-mail, ou postar em um blog que você mesmo tenha. Convido a você a usar mais e mais esses ícones e divulgar incansavelmente a Palavra de Deus, cumprindo a tarefa que Jesus nos deu quando disse: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura " (Mc. 16.15). Vamos semear juntos a Palavra de Deus e participar desta Obra chamada Preceitos de Fé, porque esta é uma Obra do Senhor e por isso toda honra e toda a glória pertence a Ele e ao ajudarmos na divulgação desta obra, compartilhando, curtindo, comentando as postagens, estamos também glorificando o nome de Deus. Mais uma vez agradeço a você por nos ajudar a alcançar esse número expressivo de visitas. Que a Paz, a Graça e as Bençãos de Deus permaneçam ao seu lado eternamente, Amém! 

domingo, 23 de julho de 2017

PALAVRAS TORPES

Infelizmente ainda encontramos irmãos que não dão o devido valor aos cuidados necessários no controle das palavras proferidas. Ao contrário parecem estar sempre dispostos a proferir impropérios a quem lhe dificulte de alguma forma a realização de um desejo ou de um plano.
Ao primeiro desentendimento com um vizinho, com um chefe, um colega de trabalho, ou com qualquer pessoa que lhe contrarie as expectativas, e rapidamente todo o aprendizado obtido na Palavra de Deus parece que é colocado de lado e sucessivamente, no momento de irritação, que por vezes pode durar muito tempo, palavras impróprias, as vezes de baixo calão, são dirigidas ao indivíduo alvo de sua indignação.
Muitas vezes nem mesmo é necessário um atrito pessoal para engrenar o disparador de palavras baixas, basta uma notícia na TV, rádio ou internet para tornar alguém que se diz conhecedor das Escrituras Sagradas em uma pessoa grosseira. Se a notícia se refere a um comportamento considerado errado, inadequado ou desagradável de uma autoridade ou de uma personalidade famosa então as palavras rudes parecem sair ainda com maior facilidade da boca daqueles irmãos descuidados.
A Palavra de Deus nos alerta frequentemente sobre os cuidados que devemos ter com as palavras que saem da nossa boca e esses alertas devem servir para todas as situações vividas por nós no cotidiano.
Na epístola de Judas encontramos que “o Arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda! ” (Jd. 1.9).
Percebamos que Miguel lutava contra o inimigo da humanidade, aquele que desejava ser igual a Deus e que hoje quer matar, roubar e destruir (Jo. 10.10), ainda assim não se atreveu a proferir palavras de infâmia, simplesmente porque onde há luz não pode haver trevas (Jo. 1.5), pois em Deus não há treva alguma (1Jo. 1.5) e dois só andam juntos se houver entre eles acordo (Am. 3.3).
Jesus nos disse que a boca fala daquilo que o coração está cheio (Mt. 12.34), se são palavras torpes que estão sempre prontas a serem lançadas de nossa boca no primeiro momento de irritação, de que anda cheio o nosso coração?
O Senhor também afirmou que não é aquilo que entra pela boca do homem que o contamina, mas aquilo que dela sai (Mt. 15.11), por que insistimos em nos contaminar a todo momento?
O apóstolo Tiago, em sua epístola, nos alerta sobre os cuidados que devemos ter com a nossa língua. Ele diz que “De uma só boca procede bênção e maldição”, mas afirma que “não é conveniente que estas coisas sejam assim. ” (Tg. 3.10), pois “pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? ” (Tg.3.11).
De fato, se dissemos ser de Deus, como podemos estar repletos de maus sentimentos em nosso coração, ao ponto de vomita-los pela boca no primeiro aborrecimento?
Devemos nos lembrar que nosso corpo é templo do Espírito Santo (1Co. 6.19) e nosso coração e língua fazem parte desse templo, mas a verdade é que infelizmente nem sempre nos lembramos de conserva-los limpos. Como podemos dizer que Cristo vive em nós (Gl. 2.20) se estamos cheios de podridão por dentro? (Mt. 23.27).
Outro ponto importante a se considerar é que o domínio próprio é um dos frutos do Espírito Santo (Gl. 5.22), portanto se não demonstramos esse fruto é porque Ele ainda não habita em nós e se não nos esforçamos para que nossa vida, nosso corpo, seja uma boa habitação para o Espírito de Deus então todas as nossas ofertas, nossos dias na igreja, nossas atividades dentro da congregação serão apenas rituais exteriores que nenhuma relação terá com a Palavra do Senhor.
Em última análise, nossa luta nunca será contra carne e sangue (Ef. 6.12), mas contra o nosso verdadeiro inimigo Satanás e, sendo assim, observemos o exemplo do Anjo do Senhor (Jd. 1.9) e, mesmo nos momentos mais críticos, resistamos a ele, evitemos as palavras torpes e deixemos a verdadeira e eficaz repreensão por conta do Senhor.

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domingo, 16 de julho de 2017

OUVINDO O CORAÇÃO

As Sagradas Escrituras nos falam algumas vezes a respeito do nosso coração, no entanto em algumas passagens parece haver divergência de opiniões a respeito do valor ou ao menos da confiabilidade dele.
Evidentemente não me refiro ao funcionamento deste órgão do corpo humano e nem mesmo ao órgão em si, mas a sua identificação como sede de nossos sentimentos.
E menciono aparente contradição porque se na Palavra de Deus encontramos a afirmação de que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr. 17.9), também encontramos que “dele procedem as fontes da vida. ” (Pv. 4.23).
Até que ponto, podemos perguntar, segundo a Palavra de Deus, nosso coração, tomado como sede de nossos sentimentos, é confiável para nos guiar nas escolhas necessárias durante a nossa existência neste mundo?
Na verdade, a pergunta mais correta a se fazer é: quando o nosso coração é confiável como guia nas decisões necessárias?
Jesus nos ensinou que “a boca fala do que está cheio o coração” (Lc. 6.45), portanto a confiabilidade do nosso coração como guia vai depender de qual conteúdo ele estiver cheio. Se a sede de nossos sentimentos estiver repleta da Palavra do Senhor, se estiver sinceramente dedicada a buscar a Deus inteiramente (2Cr.19.9), então será um guia confiável nos momentos de fazermos escolhas difíceis, porém se for um coração indolente, mais afeito aos prazeres do mundo e desinteressado em Deus, então nosso coração será um cego a guiar outro, e ambos cairão no buraco (Mt. 15.14).
Não queiramos transformar a Palavra de Deus em uma releitura moderna de Platão, para quem os sentidos sempre são maus condutores e inevitavelmente nos conduzirão ao erro e, por isso, devem ser negados em favor da razão.  
De fato, nossos órgãos dos sentidos, nosso corpo e nosso coração sempre nos levarão ao pecado, e com ele à morte, se nos comprazemos nele e não buscamos a Deus.
Porém, se buscarmos nos afastar de nossas tendências pecaminosas, herdadas de Adão e Eva, e nos apegarmos a Cristo, nosso corpo e nosso coração serão efetivamente templo do Espirito Santo e Ele nos ensinará todas as coisas (Jo. 14.26) e nos guiará no caminho que devemos escolher (Sl. 25.12).
Em um texto anterior intitulado Nossos Olhos abordei a passagem bíblica onde nosso Senhor nos ensina que “São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas. Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz. ” (Lc.11.34-36).
Da mesma forma se nosso coração for todo luminoso, e só o será se estivermos com Jesus, poderá, quando necessário, se nos apresentar como guia confiável pois estará fundamentado na Palavra do Senhor.
Não é demais lembrarmos que para termos o coração repleto de Deus não basta sentarmos em um banco de uma igreja, fazermos ofertas ou lermos esporadicamente a bíblia, mas é necessário buscarmos ao Senhor com inteireza de coração (2Cr.19.9) e o amarmos de todo o nosso coração, toda nossa alma e de toda a nossa força (Dt. 6.5).
Cristo já nos alertou que naquele dia muitos dirão Senhor, Senhor mas ouvirão de Jesus que Ele nunca os conheceu (Mt. 7.22-23).
Ouçamos, pois, a recomendação de Paulo aos colossenses quando diz “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração” (Cl. 3.15) e deixemos Jesus viver em nós (Gl. 2.20), porque somente dessa forma ficaremos seguros de estarmos sendo sempre guiados pelo caminho que nos leva a abundância da salvação.

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domingo, 2 de julho de 2017

CÚMPLICES DE OBRAS MÁS

Estamos atravessando tempos tumultuosos no mundo e não apenas me refiro aos assuntos propriamente seculares, mas também às igrejas que já há algumas décadas têm se multiplicado em denominações que hoje são quase tão numerosas quanto as heresias praticadas dentro de muitas delas.
Utilizando-se de retórica, os mensageiros do destruidor aproveitam-se da preguiça daqueles irmãos e irmãs - que são capazes de perder horas lendo, assistindo ou conversando bobagens nas redes sociais ou em outras distrações mundanas, mas que cansam já nas primeiras palavras do estudo ou da leitura bíblica - para incutir dentro das igrejas doutrinas estranhas à Palavra de Deus.
Algumas dessas falsas doutrinas, que podem se trazidas por membros, obreiros, diáconos, pastores ou qualquer pessoa a serviço de Satanás, são tão absurdas que facilmente são percebidas por qualquer recém convertido, no entanto algumas são mais sutis e se não estivermos atentos penetram na congregação e realizam a obra para a qual foram criadas: matar, roubar e destruir (Jo. 10.10).
Algumas dessas falsas doutrinas vêm disfarçadas de esclarecimento ou interpretação bíblica e terminam por trazer para dentro da casa de Deus algo que o Pai nunca disse ou ensinou.
Por isso é fundamental mantermos o costume de lermos e estudarmos a Palavra de Deus sempre, pois como iremos reconhecer o que é falso se não conhecemos a verdade? Ao nos dedicarmos ao estudo das Escrituras Sagradas Aquele que as escreveu por intermédio de homens nos capacitará para combater as doutrinas do inimigo.
No entanto, se nos acomodarmos a limitar nosso conhecimento da Palavra de Deus apenas ao que recebemos de outras pessoas, sejam elas membros da igreja, obreiros, diáconos ou pastores, estaremos correndo o risco de nos colocarmos em situação semelhante à de Eva que, por ter recebido a orientação de Deus por intermédio de Adão, foi enganada pela astúcia de Satanás e caiu em desgraça.
Ao recebermos em nossa igreja ou em nossos corações doutrinas que vão além ou são contrárias ao que Deus nos ensinou estaremos sendo cooperadores de tais doutrinas.
A esse respeito o evangelista nos esclarece em sua segunda epístola quando diz: “Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo. Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão. Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más. ” (2Jo. 7-11).
Lembremos que o diabo anda ao derredor bramando como um leão procurando alguém a quem possa devorar (1Pe. 5.8) e umas das formas de ele executar seu plano maléfico dentro das igrejas é por meio dessas sutis doutrinas que, travestidas de revelações, entendimentos, interpretações novas da Palavra de Deus, são na verdade armadilhas do inimigo para promover a apostasia de muitos.
O evangelista é muito claro ao dizer que aqueles que recebem (dão boas-vindas) a essas doutrinas, ainda que não sejam seus divulgadores, fazem-se cúmplices de suas obras más.
E isso ocorre pelo fato de que Jesus não veio nos trazer o evangelho da indecisão, da covardia nem das palavras dúbias, ao contrário ele nos recomendou que nossas palavras fossem sempre sim, sim e não, não (Mt. 5.37) e afirmou que aquele que não é por Ele é contra (Mt. 12.30).
Se aceitamos e recebemos doutrinas estranhas a Palavra do Senhor na nossa igreja ou na nossa vida porque escolhemos nos acomodar e não buscar o conhecimento de Deus ou porque tais doutrinas nos acalentam em nossos pecados estaremos nos tornando cúmplices de todas as desgraças que tais doutrinas venham a trazer.
Lembremos que quando Corá, Datã e Abirão estavam para ser tragados pela terra em virtude de suas maldades o Senhor recomendou a toda a congregação a se desviarem daqueles homens para que não fossem eles também arrebatados em todos os seus pecados (Nu. 16.26).

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