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FELIPE E O ETÍOPE


Talvez você já tenha ouvido falar do relato contido no capítulo 8 do Livro de Atos dos Apóstolos, que trata da conversão de um etíope. Normalmente quando lemos ou ouvimos tal relato nos concentramos na figura de Felipe.

Quem era Felipe

Discípulo de Jesus do início da igreja de Jerusalém, Felipe, fugindo das perseguições à igreja, inclusive das realizadas por Saulo que viria a se tornar o apóstolo Paulo, passa a pregar em Samaria.
Naquela cidade, o discípulo obteve bastante êxito em sua obra missionária, pois suas pregações arrastavam multidões, e muitos sinais ele operava em nome de Jesus, expulsando demônios e curando doentes. Não obstante tão relevante alcance da obra realizada por Felipe naquele lugar, Deus fala ao discípulo e determina que ele saia de onde estava e vá para o sul, para um caminho deserto (At. 8.26). Felipe não questiona e vai.
At. 8.30
Normalmente as pregações em torno desse tema versam sobre a obra de Felipe, seu desapego e obediência ao Senhor, afinal, ele estava sendo tirado de uma região onde era muito admirado e sendo enviado para um deserto, deixaria de pregar a milhares e passaria a estar só, andando a esmo.
De fato, Felipe foi um discípulo muito importante na obra do evangelho e sua postura é admirável. No entanto, quero me deter aqui na figura do eunuco.
Uma vez que reconhecemos que a obra de Felipe foi de elevada relevância para a igreja de Cristo e que sua pregação e os sinais que operou em nome de Jesus foram catalisadores para a conversão de muitos, é interessante questionarmos por que Deus o tirou de Samaria e o levou para um deserto, deixando ele de pregar a milhares para pregar a um só homem naquele momento. O que aquele eunuco tinha de tão especial que mereceu da parte do Senhor tamanha consideração?
O texto bíblico revela que aquele etíope, seu nome não é citado, era alto oficial da rainha dos etíopes, era eunuco e viera adorar em Jerusalém (At. 8.27).
Os etíopes eram estrangeiros, não faziam parte do povo de Deus e cultuavam seus próprios deuses. Aquele homem, além de estrangeiro era eunuco e os eunucos, conforme Dt. 23.1 e Lv. 22.23-25 não poderiam entrar no templo. No entanto, ele viera adorar em Jerusalém (At. 8.27), portanto, havia se convertido ao judaísmo, havia deixado de lado suas tradições politeístas e se convertido ao único Deus verdadeiro.

O encontro

Após ter adorado em Jerusalém, na volta, lia, consigo, os escritos do profeta Isaías (At. 8.28).
Felipe, orientado pelo Espírito, se aproxima dele e pergunta se entendia o que lia (At.8.30), ao que o eunuco responde que não poderá entender se alguém não o explicar (At. 8.31).
Felipe, então, anuncia-lhe Jesus (At. 8.35) e aquele eunuco tão maravilhado ficou que ao encontrar, no caminho, um local onde havia água, perguntou: “Eis aqui água, o que me impede de ser batizado” (At. 8.36). O discípulo de Jesus então diz a única condição que é exigida para o batismo: crer de todo o coração (At.8.37). E crer de todo o coração é muito mais do que simplesmente acreditar, é amar, se arrepender, desejar uma nova vida.
O eunuco declarou sua fé sincera em Cristo Jesus e foi batizado (At.8.37).
Aquele homem estrangeiro, de um povo que muitas vezes lutou contra Israel, povo que cultuava deuses estranhos, limitado pela condição de eunuco, impedido de frequentar o templo pela Lei, tinha sede de Deus (Sl. 42.1) e desejava seguir na direção do que é perfeito (Hb. 6.1).

O que fomos e o que somos no mundo não importa, o que realmente faz a diferença é o que desejamos ser diante do Senhor...

Titular de um cargo importante em seu reino se fez humilde diante de Felipe e de coração sincero aceitou a Cristo Jesus.
O que havia de especial naquele eunuco? Um coração sincero e com sede de Deus. Não importava para o Senhor o que ele havia feito no passado, quantos deuses tinha adorado, quais abominações tinha cometido, ele era importante para Deus, a ponto de o Senhor levar um grande pregador, que arrastava multidões, para anunciar-lhe Jesus, ali no meio do deserto.
E isso ocorreu porque desde o momento que aquele homem passou a aplicar o coração a compreender e a humilhar-se perante Deus, suas palavras foram ouvidas (Dn.10.12), pois o Senhor conhece que a vereda do justo é como aurora que brilha mais e mais até ser dia perfeito (Pv. 4.18) e nos céus há mais alegria por um pecador que se arrepende do que por 99 justos (Lc. 15.7).
Aquele eunuco, embora fosse importante no reino etíope, não teve, sequer, seu nome citado nas escrituras, porque para Deus não era importante quem ele era, mas quem ele passaria a ser: um verdadeiro filho de Deus.

O que fomos e o que somos no mundo não importa, o que realmente faz a diferença é o que desejamos ser diante do Senhor, pois tudo, tudo mesmo, coopera para o bem daqueles que amam a Deus (Rm.8.28). 
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Comentários

  1. Se o etíope era pagão, qual a razão dele estar lendo o profeta Isaías? Segundo, este Filipe é o mesmo discípulo de Jesus ou era um diácono eleito pela Igreja?

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    Respostas
    1. Como dito no texto o etíope vinha de Jerusalém e havia se convertido ao judaísmo, por isso lia as escrituras. Esse é o Felipe diácono

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  2. Glória a Deus,, muito abençoado,, amei 🔥🔥

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  3. Não.podemos dizer que ele era convertido ao judaísmo, pois ele era gentio e havia dois tipos de gentios uns que se converta ao judaísmo chamados prosélitos,e outros que não se converta chamados tementes a Deus no caso Cornelio

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  4. O certo e que ele tinha fome de Deus ,queria conhecer Jesus aí Deus enviou a pessoa certa ,vocês que estão nesse estado não se preocupe Deus conhece vosso coração e na hora certa ele vai fazer a obra ,creia

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